segunda-feira, 2 de julho de 2012

NADA DE SENTIMENTOS ELETRÔNICOS...

Estava refletindo sobre um texto do Arnaldo Jabor (Estamos com fome de amor...) que li ontem aqui no Facebook e cheguei a algumas conclusões. Se unir o que li aqui com o que vejo por aí e em algumas entrevistas de especialistas acabo por concluir que estamos realmente desaprendendo algumas coisas. Nós mulheres, por exemplo, nessa luta louca por conquista de espaço, por liderança, acabamos nos perdendo no papel que temos que interpretar para que consigamos alcançar coisas inéditas na história. Pois é, estamos nos masculinizando e isso é triste. Estamos falando como os homens, pensando como eles e, o pior, agindo da mesma forma. Ouço cada vez mais as pessoas se lamentarem por não terem aquele ou aquela que possa completar o que falta, mas na verdade mesmo as pessoas não sabem mais o que querem. Ah, quer saber? Queria sim viver um romance do tempo da minha vó, por exemplo. Como todo o mistério, toda sutileza. Hoje em dia entramos em um terrível labirinto onde lutamos com nós mesmos para tentar agir da forma que esperam de nós. São tantos compartilhamentos de pessoas apaixonadas, tantos pensamentos do tipo: ele só vai lembrar de você se você não procurá-lo, ignore, seja superior e outros blá, blá, blás que eu, como você, tendo a acreditar. Mas a verdade é que se eu sofro tanto com minhas escolhas, é porque não tenho medo de optar, de me jogar, de me apaixonar e acreditar: é, agora será para sempre. Sei que a vida não é um conto de fadas, sei que o mocinho nem sempre virá correndo atrás de nós pedindo desculpas por tudo que fez, querendo nos fazer feliz. Mas eu não vou admitir que você ou qualquer outra pessoa venha me falar que isso tudo é uma baboseira, que sonhar com essas coisas não vale a pena. Me deixa, sou diferente de você porque preservei em mim esse jeito de amar e me apaixonar antigo, como nos filmes e livros. Quero viver assim. Não é imaturidade é apenas esperança. Não quero me plastificar. Quero acordar descabelada e ser chamada de linda, quero ter meu estilo e não ser o que querem que eu seja. Quero continuar não fazendo planos ruins e não desejando o mal de ninguém. Você vai falar: “ai, mas é ser boazinha demais”. Eu digo: é ser autêntica e acreditar que não sou eu a responsável por fazer justiça. Eu desejo o bem, o mal são as próprias pessoas que colhem. Quero beber com meus amigos PESSOALMENTE, quero falar besteira e tentar fazê-los rir quando estão tristes. Quero ser sempre a maluca que vai até o fim quando deseja algo. Eu quero continuar falando que me arrependo só do que não fiz. Quero ter fotos iradas para mostrar aos meus netos, mas principalmente muitas histórias para fazê-los rir e fazer deles mais humanos. Nosso tempo é ótimo, temos coisas que há alguns anos ninguém imaginara. Mas seria tudo perfeito se não nos transformássemos em robôs, poxa. Quero amar de verdade, sentir de verdade. Quero ser leal e sincera. QUERO SER HUMANA E QUERO SER MULHER COM TODOS OS RISCOS QUE ISSO POSSA TER PORQUE VESTIR ESSA ARMADURA CHEIA DE RESSENTIMENTOS E CONSELHOS MAL DADOS SÓ FAZ COM QUE DEIXEMOS DE VIVER E NADA ALÉM DISSO. Luana Pereira.